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	<title>Escola da Criança Ativa &#187; Isabela</title>
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		<title>Falando em Adaptação Escolar</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 19:06:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O início da vida escolar é um acontecimento especial para toda a família, e o mesmo envolve dois desafios para a criança: o ambiente novo e a separação dos familiares.</p>
<p>Desse modo, entendemos que as famílias necessitam ser preparadas para esse período, pois assim poderão ajudar as crianças a caminharem com mais segurança nesse momento, uma vez que a possibilidade da separação dependerá muito da atitude emocional dos familiares. E não é possível compreender os sentimentos de uma criança sem pensar nos sentimentos que envolvem os pais. O sentimento de quem leva seu filho na escola no primeiro dia de aula, é muito similar àquele vivido pela criança.</p>
<p>De preferência a separação deve ocorrer aos poucos. É importante que os pais deixem claro que não a estão abandonando e voltarão para levá-la para casa, indo buscá-la na hora exata da saída, sendo honestos com a criança, despedindo-se dela quando forem sair. Só assim ela poderá se concentrar nas atividades propostas, e deixar de olhar todo o tempo para a porta para saber se sua família já desapareceu.</p>
<p>Para a criança, o ingresso na escola representa uma elaboração do seu crescimento, uma vez que esse pequeno ser terá que vivenciar a separação do que já é familiar e seguro para iniciar uma ligação com algo desconhecido, o que se constitui numa experiência agradável, mas que pode também lhe causar certo desconforto.</p>
<p>Em decorrência do que já mencionamos, pequenas alterações no sono, alimentação, eliminação e humor podem acontecer, e são normais. Os pais devem expressar confiança em seus filhos para que eles se sintam cada vez mais encorajados a vencer os desafios, pois sentindo-se confiantes, desenvolverão sentimentos positivos a respeito de si mesmos, podendo então transferir essa experiência para essa e outras situações.</p>
<p>O mundo da criança com sua família está apoiado em bases sólidas e confiáveis.  Um mundo mais amplo a espera para acrescentar sua parte ao que ela já construiu como modelo de vida. A partir daí, os pais podem então observar seu filho <strong>CRESCENDO&#8230; </strong>E a coisa mais importante que existe terá sido conquistada: uma outra pessoa!</p>
<p align="right">Isabela Benevides de Melo</p>
<p align="right">Pedagoga / Especialista em Gestão</p>
<p align="right"> e Planejamento Educacional /</p>
<p align="right"> Especialista no Método Montessori/</p>
<p align="right">                                                          Psicanalista /Psicopedagoga</p>
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		<title>Literatura e Teatro na Formação da Criança</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 18:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isabela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[infância]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[É nas palavras que moram as coisas que não existem, os sonhos, os pensamentos que nos fazem voar. (Rubem Alves) Concebendo leitura como processo dinâmico que é tecido pela relação do leitor com a obra, contemplando, desse modo, uma visão de leitor como sujeito sócio histórico e co-autor do texto, apresentaremos a relevância da literatura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><em>É nas palavras que moram as coisas que não existem, os sonhos, os pensamentos que nos fazem voar. (Rubem Alves)</em></p></blockquote>
<p>Concebendo leitura como processo dinâmico que é tecido pela relação do leitor com a obra, contemplando, desse modo, uma visão de leitor como sujeito sócio histórico e co-autor do texto, apresentaremos a relevância da literatura e do teatro nos caminhos daqueles que estão descobrindo a fantástica aventura de ler.</p>
<p>Cabe ressaltar a leitura como instrumento de poder, que, como tal, exerce seu papel político de modo que liberte ou aliene os indivíduos, e nesses percursos antagônicos, os quais o homem irá trilhar pela força da palavra produzida por outras mãos, há a relação com a intencionalidade de cada texto, que é sempre carregado de valores e interesses. Por isso, a leitura pode contribuir para a transformação ou favorecer a inculcação da acomodação.</p>
<p>Assim, apontamos que, por constituírem arte, a literatura e o teatro possuem o caráter lúdico que oportuniza ao ser humano brincar com as palavras, explorar o imaginário, desenvolver a criatividade e sonhar, percorrendo portanto, as vias do questionamento e da negação ao conformismo, o que lhe viabiliza a conquista da condição de autoria.</p>
<p>Desse modo, ressaltamos que, através da linguagem poética, a literatura e o teatro propiciam à criança diferentes percepções do mundo e situações recheadas de contradições; estimulando o pensamento, ingrediente essencial para alimentar o poder da leitura como ferramenta da utopia, elemento primordial para a edificação de uma realidade alicerçada no respeito à vida.</p>
<p>O texto literário possibilita a formação do leitor à medida que exige sua participação ativa. O leitor penetra na obra, emociona-se com a história, estabelece ligações com outras leituras fictícias e/ou reais. E na dramatização vive com a força da representação o jogo simbólico que propicia o brincar de diversos papéis na figura de personagem diferentes, conferindo a essa atividade a possibilidade do auto conhecimento e auto-expressão indispensáveis ao desenvolvimento da pessoa.</p>
<p>Afirmamos ainda que o universo infantil é plenamente compatível com a literatura e o teatro, por observarmos as características similares que unem a criança e a arte pelos itinerários da ludicidade. Como ressalta (SOUZA, 2003: 149): a imaginação da criança, trabalha subvertendo a ordem estabelecida, pois impulsionada pelo desejo e pela paixão, ela está sempre pronta para mostrar uma outra possibilidade de apreensão das coisas do mundo e da vida.</p>
<p>Assim, a criança é favorecida no contato com a literatura infantil, por tratar-se de uma experiência vivenciada na condição de sujeito, pois o sentido do texto é particular, a leitura é uma via de mão dupla na qual autor e leitor se encontram para em parceria construírem o texto, imprimindo ambos suas marcas. De fato, as incursões do leitor nas obras literárias produzem o alongamento do campo possível, e, conseqüentemente, a consciência de outras possibilidades de ser e existir. (SILVA, 1998: 91)</p>
<p>E é na posição de leitor que o sujeito utiliza a palavra como suporte para o alcance da autonomia pois, entende-se que o dito leitor, seja capaz de perceber além das palavras, de realizar inferências e intervir como agente transformador da sociedade. Segundo Montessori, o homem é tanto mais livre quanto maior sua capacidade de optar pelas coisas que lhe fazem bem.</p>
<p>Defendemos  portanto, a premissa de que a literatura e o teatro representam para a criança janelas abertas para o mundo, como formas de desvelamento da realidade e fonte de prazer, através  da criação, que se concretiza na possibilidade de sonhar, construção essencial na manutenção da esperança, sentimento exclusivamente humano, força revolucionária!</p>
<p><strong>Referências Bibliográficas </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>ALVES, Rubens. <strong>A Alegria de Ensinar. </strong>2ª ed. Campinas. Papirus, 2000.</p>
<p>BETTELHEIM, Bruno: Trad. Arlene Caetano. <strong> A Psicanálise dos Contos de Fadas. </strong>14ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.</p>
<p>BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. <strong>Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa.</strong> Brasília, 1997.</p>
<p>BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. <strong>Parâmetros Curriculares Nacionais: artes. </strong>Brasília, 1997.</p>
<p>CADERMARTORI, Lígia. <strong>O que é Literatura Infantil &#8211; Teoria e Prática. </strong>15ª ed. São Paulo: Ática, 1995.</p>
<p>FOUCAULT<strong>, </strong>Michel. Trad. Lara Fraga de Almeida Sampaio. <strong>A ordem do Discurso. </strong>4ª ed. São Paulo: Loyola, 1998.</p>
<p>FREIRE, Paulo. <strong>A importância do Ato de Ler,</strong> 4ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.</p>
<p>KATO, Mary. <strong>O Aprendizado da Leitura. </strong>9ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.</p>
<p>KLEIMAN, Ângela. <strong>Texto e Leitor: aspectos cognitivos da leitura. </strong>5ª ed. São Paulo: Pontes, 1997.</p>
<p>LAJOLO, Marisa. <strong> Do Mundo da Leitura para a Leitura do Mundo. </strong> São Paulo: Ática.</p>
<p>MONTESSORI, Maria. <strong>A criança. </strong> Nórdica, s/d.</p>
<p>____________<strong>. A Formação do Homem.</strong> Portugália, s/d.</p>
<p>____________. <strong>Mente Absorvente.</strong> Portugália, s/d.</p>
<p>SILVA, Ezequiel Theodoro da. <strong>Elementos de Pedagogia da Leitura. </strong>São Paulo: Martins Fontes, 1998.</p>
<p>SOARES, Magda. <strong>Linguagem e Escola: uma perspectiva social. </strong>17ª ed. São Paulo: Ática, 2000.</p>
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